Dentro do universo de Refractus, a série Colors isola uma das variáveis mais instáveis da percepção: a cor. Não como atributo fixo do objeto, mas como fenômeno vivo, sujeito a disputas entre a luz, a forma e o olhar que a recebe.
Fatz opera sobre essa instabilidade de maneira direta, fragmentando, multiplicando e tensionando a cor através de caleidoscópios com formas geométricas distintas aplicadas sobre um mesmo material. O que muda não é a superfície, mas a estrutura que a interpreta e a luz natural do espaço, variável silenciosa que altera cada resultado. O resultado são tonalidades que parecem pertencer a mundos diferentes, todas extraídas de uma única origem.
A cor, aqui, não pertence ao objeto nem à estrutura. Ela se forma no intervalo entre os dois, no momento exato em que a luz encontra o olhar.











